Em dezembro de 2025, protestos iniciados por comerciantes iranianos devido à inflação e às dificuldades cambiais espalharam-se rapidamente por todo o país, incorporando críticas mais amplas às políticas internas e externas do regime. Contudo, essas manifestações devem ser entendidas como sintomas de uma crise estrutural mais profunda, marcada pelo isolamento internacional, má gestão econômica e corrupção, que agravam o desemprego, a repressão política e a deterioração das condições socioeconômicas. A esse cenário somam-se pressões externas, especialmente a renovada atenção ao programa nuclear iraniano após ataques dos Estados Unidos e de Israel em 2025 e o aprofundamento das investigações da AIEA.
O programa nuclear, assim como o desenvolvimento e o fortalecimento das capacidades militares iranianas, constitui um ponto de inflexão estratégico para Washington, cuja política externa tem no Oriente Médio uma de suas prioridades de segurança. Nesse contexto, os desdobramentos observados em janeiro de 2026 reforçam e aprofundam esse quadro de vulnerabilidade. O cancelamento do convite ao World Economic Forum em Davos, o envio de frotas estadunidenses para a região e as manifestações públicas de apoio de Donald Trump aos protestos internos contribuem para fortalecer a narrativa de isolamento do regime. Por outro lado, as relações de Teerã com Rússia e China, bem como sua participação em grupos econômicos relevantes, como a OPEP e o BRICS expandido, evidenciam as implicações geoestratégicas mais amplas que a postura do Irã pode exercer sobre o sistema internacional.
Em dezembro de 2025, protestos iniciados por comerciantes iranianos devido à inflação e às dificuldades cambiais espalharam-se rapidamente por todo o país, incorporando críticas mais amplas às políticas internas e externas do regime. Contudo, essas manifestações devem ser entendidas como sintomas de uma crise estrutural mais profunda, marcada pelo isolamento internacional, má gestão econômica e corrupção, que agravam o desemprego, a repressão política e a deterioração das condições socioeconômicas. A esse cenário somam-se pressões externas, especialmente a renovada atenção ao programa nuclear iraniano após ataques dos Estados Unidos e de Israel em 2025 e o aprofundamento das investigações da AIEA.
O programa nuclear, assim como o desenvolvimento e o fortalecimento das capacidades militares iranianas, constitui um ponto de inflexão estratégico para Washington, cuja política externa tem no Oriente Médio uma de suas prioridades de segurança. Nesse contexto, os desdobramentos observados em janeiro de 2026 reforçam e aprofundam esse quadro de vulnerabilidade. O cancelamento do convite ao World Economic Forum em Davos, o envio de frotas estadunidenses para a região e as manifestações públicas de apoio de Donald Trump aos protestos internos contribuem para fortalecer a narrativa de isolamento do regime. Por outro lado, as relações de Teerã com Rússia e China, bem como sua participação em grupos econômicos relevantes, como a OPEP e o BRICS expandido, evidenciam as implicações geoestratégicas mais amplas que a postura do Irã pode exercer sobre o sistema internacional.