Policy Papers

Presidência Brasileira em Perspectiva: BRICS entre a Consolidação e os Desafios

  • 28 agosto 2025

A partir de 2024, o BRICS ganha nova roupagem com seus novos membros – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã – formando o chamado BRICS Expandido. Esse movimento gerou novo impulso geopolítico, especialmente entre economias emergentes, mas também impôs desafios significativos de coordenação, diante da diversidade de modelos econômicos, sistemas políticos e prioridades diplomáticas entre os membros.

No contexto da presidência brasileira em 2025, o país optou por destacar a saúde global como uma prioridade. A escolha dialoga com a reconhecida atuação internacional da Fiocruz e com o histórico brasileiro de cooperação técnica na área, especialmente no âmbito da cooperação Sul-Sul. Ainda assim, a decisão contrastou com expectativas de avanço em agendas de impacto sistêmico mais amplo, como a reforma da arquitetura financeira global e a desdolarização.

A presidência brasileira refletiu um esforço de reposicionamento internacional do Brasil como articulador global e proponente de soluções cooperativas para desafios do desenvolvimento. A proposta da “Parceria para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas e Tropicais Negligenciadas” foi uma aposta em uma agenda pragmática, ancorada em experiências concretas como o programa Brasil Saudável. Apesar da pertinência e originalidade da iniciativa, a ausência de avanços mais estruturais em temas estratégicos é passível de críticas quanto ao real alcance da presidência.

Este policy paper analisa os caminhos e os limites da presidência brasileira no contexto do BRICS expandido, e propõe direções construtivas para o aprofundamento do diálogo com a Europa, especialmente em áreas como saúde, infraestrutura, e as transições digital e energética.

A análise também examina os desafios institucionais do grupo, os dilemas decorrentes da sua expansão, as tensões entre o discurso de um “novo multilateralismo” e a própria ação do BRICS.

Realização: Centro Brasileiro de Relações Internacionais e Fundação Konrad Adenauer no Brasil (KAS)

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A partir de 2024, o BRICS ganha nova roupagem com seus novos membros – Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã – formando o chamado BRICS Expandido. Esse movimento gerou novo impulso geopolítico, especialmente entre economias emergentes, mas também impôs desafios significativos de coordenação, diante da diversidade de modelos econômicos, sistemas políticos e prioridades diplomáticas entre os membros.

No contexto da presidência brasileira em 2025, o país optou por destacar a saúde global como uma prioridade. A escolha dialoga com a reconhecida atuação internacional da Fiocruz e com o histórico brasileiro de cooperação técnica na área, especialmente no âmbito da cooperação Sul-Sul. Ainda assim, a decisão contrastou com expectativas de avanço em agendas de impacto sistêmico mais amplo, como a reforma da arquitetura financeira global e a desdolarização.

A presidência brasileira refletiu um esforço de reposicionamento internacional do Brasil como articulador global e proponente de soluções cooperativas para desafios do desenvolvimento. A proposta da “Parceria para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas e Tropicais Negligenciadas” foi uma aposta em uma agenda pragmática, ancorada em experiências concretas como o programa Brasil Saudável. Apesar da pertinência e originalidade da iniciativa, a ausência de avanços mais estruturais em temas estratégicos é passível de críticas quanto ao real alcance da presidência.

Este policy paper analisa os caminhos e os limites da presidência brasileira no contexto do BRICS expandido, e propõe direções construtivas para o aprofundamento do diálogo com a Europa, especialmente em áreas como saúde, infraestrutura, e as transições digital e energética.

A análise também examina os desafios institucionais do grupo, os dilemas decorrentes da sua expansão, as tensões entre o discurso de um “novo multilateralismo” e a própria ação do BRICS.

Realização: Centro Brasileiro de Relações Internacionais e Fundação Konrad Adenauer no Brasil (KAS)

Participaram dessa publicação

Isabella Ávila
Coordenadora de Projetos no Centro Brasileiro de Relações Internacionais

Marcos Caramuru
Conselheiro Consultivo Internacional

Embaixador do Brasil na China (2016-2018)