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Biocombustíveis e Mercosul: uma oportunidade para a integração regional

19/08/2010

Imagem do palestrante

Luizella Giardino Barbosa Branco

Mestra em Direito Constitucional e Teoria do Estado, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ)

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Marcelo Khair

Mestre em Relações Exteriores, Georgetown University (Washington/DC)

O presente artigo apresenta uma nova proposta para o fortalecimento e a consolidação do Mercosul através do resgate da integração energética da América Latina. Embora a idéia não seja nova, agregamos ao tema um viés inédito e audacioso pautado na exploração estratégia dos biocombustíveis na região. Considerando-se, por um lado, a necessidade de adoção internacional de uma matriz energética renovável e, por outro lado, observando as ótimas condições climáticas do Cone Sul, a grande extensão territorial agricultável e os diferentes tipos de solo para o plantio de cana-de-açúcar e oleaginosas (matérias primas dos biocombustíveis), enxergamos uma grande oportunidade de robustecimento econômico para os países que compõem esse bloco econômico e de relevância tática perante os demais países. Aproveitando-se da tecnologia de ponta que o Brasil hoje detém sobre os biocombustíveis, entendemos que os países do Mercosul deveriam se articular ativamente, através de um planejamento coordenado, na transformação de um novo paradigma energético. Dessa forma, a integração do Mercado Comum do Sul se sustentaria em bases mais estruturadas, permitindo um maior desenvolvimento aos países, que tem na manga uma grande oportunidade tornarem-se grandes exportadores de commodities agrícolas energéticas e importantes players no cenário internacional.



Centro Brasileiro de Relações Internacionais