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Presidente da Câmara dos Deputados no CEBRI

29/05/2006

O CEBRI recebeu, no dia 29 de maio de 2006, o Presidente da Câmara dos Deputados e Conselheiro do Centro, Aldo Rebelo, para proferir a palestra "Os Desafios Políticos do Processo de Integração da América do Sul". O Embaixador José Botafogo Gonçalves, Presidente do CEBRI, abriu o evento destacando o crescimento da importância dos temas internacionais nas atividades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Ademais, chamou atenção ao espaço crescente que a mídia brasileira vem dedicando às relações internacionais, ilustrando que um dos reflexos da crise com a Bolívia será certamente a maior inserção e visibilidade de temas de política externa no debate da campanha eleitoral brasileira.

O CEBRI recebeu, no dia 29 de maio de 2006, o Presidente da Câmara dos Deputados e Conselheiro do Centro, Aldo Rebelo, para proferir a palestra "Os Desafios Políticos do Processo de Integração da América do Sul". O Embaixador José Botafogo Gonçalves, Presidente do CEBRI, abriu o evento destacando o crescimento da importância dos temas internacionais nas atividades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Ademais, chamou atenção ao espaço crescente que a mídia brasileira vem dedicando às relações internacionais, ilustrando que um dos reflexos da crise com a Bolívia será certamente a maior inserção e visibilidade de temas de política externa no debate da campanha eleitoral brasileira.

O deputado Aldo Rebelo iniciou sua exposição ressaltando que, no âmbito da integração sul-americana, é necessário abrir perspectivas de desenvolvimento econômico e social, além de oferecer condições materiais aos parceiros do Mercosul. É preciso que o Brasil reconheça as grandes assimetrias que o separam de seus parceiros. Caso contrário, novas oportunidades que se apresentam aos integrantes do Bloco podem se tornar cada vez mais atraentes. Em sua opinião, a integração deve ser pautada por dois pilares: o respeito à democracia; e a reciprocidade no respeito aos interesses e investimentos de cada país. Nesse sentido, acredita que o caso boliviano merece cautela para que a retórica não contamine as relações bilaterais, trazendo de volta fatos passados já resolvidos, como a questão do Acre.

O deputado Rebelo defendeu um maior equilíbrio nas relações com os EUA, sem que haja conflito ou submissão a decisões unilaterais. Acredita que não devemos aceitar soluções impostas pelos EUA, mas devemos ter em mente que é improvável obter progresso em assuntos relacionados ao Continente, sem a participação do mesmo. O deputado sugeriu igualmente que o Brasil intensifique suas relações com a Europa, com a qual nossos laços históricos fortalecem a confiança mútua, e utilize a integração regional sul-americana para ampliar a margem de negociação com os blocos regionais já constituídos, tanto o NAFTA, como a União Européia. Ressaltou também a importância de aprofundar novas relações comerciais com os países asiáticos, a exemplo de China e Ìndia, além de preservar as boas relações construídas ao longo da história com antigos parceiros, como o Japão.

Por fim, Aldo Rebelo indicou que a chamada "guerra das papeleiras", entre Uruguai e Argentina, em torno da instalação de fábricas de papel e celulose na margem oriental do Rio Uruguai, parece ser apenas mais um conflito comercial, para o qual o Uruguai deveria receber um tratamento mais generoso de seus vizinhos. E acredita que o Brasil deveria liderar e estimular a disciplina à integração entre os países da região, dada sua dimensão econômica e geográfica.



Centro Brasileiro de Relações Internacionais