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Percepção Internacional do Brasil

08/11/2005

O CEBRI apoiou a Faculdade Latinoamerica de Ciências Sociais (FLACSO) e a Fundação Konrad Adenauer (KAS) na organização da Conferência Internacional "La Percepción Internacional del Brasil", realizada nos dias 7 e 8 de novembro de 2005, no Rio de Janeiro.

O CEBRI apoiou a Faculdade Latinoamerica de Ciências Sociais (FLACSO) e a Fundação Konrad Adenauer (KAS) na organização da Conferência Internacional "La Percepción Internacional del Brasil", realizada nos dias 7 e 8 de novembro de 2005, no Rio de Janeiro. Na sessão de abertura falaram José Pio Borges - Vice-Presidente do CEBRI, Francisco Rojas Aravena - Secretário Geral da FLACSO, e William Hofmeister - Representante da KAS no Brasil.

Na primeira sessão, Alcides Vaz - Diretor do Instituto de Relações Internacionais da UnB, falou sobre o Brasil e os países vizinhos. Clodoaldo Bueno, UNESP, coordenou a mesa "Brasil e sus vecinos del Cono Sur"; e Diana Tussie, FLACSO, apresentou o trabalho "De la rivalidad a la cooperacion: limites e desafios de um contato creciente", onde foram abordados os seguintes tópicos: condições sócio-econômicas das fronteiras comuns, defesa e segurança, relações comerciais, meio ambiente, migrações e diplomacia. David Alvarez, FLACSO, Chile, apresentou o documento "Chile-Brasil: aliados sin fronteras?", composto pelos tópicos balança de poder na região, economia e intercämbio comercial, fatores estratégicos dominantes e segurança e defesa. Pablo Dreyfuss, Viva Rio, discorreu sobre a Tríplice Fronteira.

A mesa "Brasil y sus vecinos andinos" foi coordenada por Maria Susana Soares da UFRGS. O trabalho sobre o Peru foi apresentado por Farid Kahhat, Universidad Católica de Lima e do Equador por Juan Quintana Taborga, FLACSO. A apresentação sobre a Colômbia foi feita por Estela Sáenz, FLACSO-SG.

Clovis Brigagão, do Centro de Estudos das Américas (CEAs), coordenou a mesa "Brasil e sus vecinos norteños". Fràncine Jacome, INVESP, apresentou o trabalho referente à Venezuela e Dirk Kruijt, Universidad de Utrecht, o referente ao Suriname. O trabalho "Brasil Visión de sus Vecinos y más Allá: regiones fronterizas", foi apresentado por German Palacio, Universidad Nacional de Colombia, que tratou da descrição da fronteira e construção do território comum, ameaças de conflito a médio prazo, segurança e defesa, economia e comércio, vias de comunicação e transporte, opções políticas e melhoria das relações.

A mesa "Brasil y las poténcias del Ocidente" foi moderada por Letícia Pinheiro, PUC-Rio. Rafael Fernández de Castro, Departamento de Estúdios Internacionales del ITAM, discorreu sobre o trabalho "El Hermano distante: la percepión mexicana de la política exterior de Lula". Castro comentou, inicialmente, a pouca percepção do Brasil em seu país, o México apresentou algumas razões. Analisou, em seguida, como os diplomatas, os setores de esquerda, os empresários e a mídia mexicanos percebem a política exterior da Brasil e concluiu com uma visão das próximas eleições, em outubro de 2006. O trabalho "Brazil and the United States" foi apresentado por Riordan Roett, Diretor Do Programa de Estudos do Hemisfério Ocidental, SAIS, The Johns Hopkins University. Depois de analisar os laços históricos entre o Brasil e os EUA, discorreu sobre os principais interesses no contexto de uma agenda global: comércio e investimento externo direto, macro- vulnerabilidade declinante do Brasil, OMC e G20, Mercosul e ALCA, China, Venezuela - Colômbia - Oriente Médio, a controvérsia nuclear, o Conselho de Segurança da ONU, migração e turismo e perspectivas de curto e médio prazos. Wilhelm Hofmeister, KAS, discorreu sobre a percepção da União Européia.

A última mesa, coordenada por Denise Gregory, CEBRI, intitulou-se "Brasil y las poténcias de Ásia y África". O trabalho "Brazil as a Partner: An Indian Viewpoint" de autoria de Debashis Chakraborty, Rajiv Ghandi of Contemporary Studies, Tushar Kant, School of International Studies, Jawaharlal Nehru University, e Dipankar Sengupta, Centre de Sciences Humaines, foi relatado pelo último co-autor que apresentou um extenso histórico do desenvolvimento do comércio exterior da Índia. No que concerne à percepção indiana do Brasil, tratou da parceria do Brasil no BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), da atuação o Brasil na OMC, do comércio de bens e serviços entre Brasil e Índia e do Brasil como um bom receptor de investimentos indianos. Já o trabalho "Relations Between Brazil and South África" foi apresentado por Zélia Roelofse-Campbell, Universidad de Sudáfrica. Após um histórico das relações entre o Brasil e a África do Sul, o trabalho percorreu os seguintes tópicos: política exterior do Presidente Mbeki e interesse pelo Mercosul, G20, interesses militares comuns, relações econômicas, comerciais e culturais e fluxo de investimentos mútuos. Wu Zhihua, Associação de Estudo da América Latina da China, descreveu o trabalho "Percepciones de la política internacional del Brasil desde China", subdividido em três capítulos: retrospectiva das relações diplomáticas entre os dois paises com ênfase para os últimos 30 anos; parceria estratégica entre os dois países como a primeira parceria estabelecida entre países em desenvolvimento; perspectivas das relações sino-brasileiras e potencialidades da cooperação entre Brasil e China.

Por fim, os trabalhos apresentados e os debates realizados no final de cada mesa ressaltaram as relações diplomáticas, comerciais e estratégicas entre o Brasil e os demais países abordados. Com relação aos países da América do Sul foram ressaltados os problemas de fronteiras, de defesa e segurança e de desenvolvimento de relações econômicas, políticas, culturais e de infra-estrutura, com vistas à uma futura integração do continente. Segundo o trabalho mexicano a não contigüidade entre Brasil e México é um obstáculo para a precária percepção do Brasil por aquele país. O trabalho dos EUA enfatizou os pontos de acordo e desacordo entre os dois países. As contribuições dos países afastados deram ênfase às perspectivas do desenvolvimento do comércio exterior e à importante parceria estratégica entre China e Brasil, além do fórum IBSA.



Centro Brasileiro de Relações Internacionais