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O novo Governo da Bolívia

21/03/2006

O CEBRI recebeu, em 21 de março de 2006, no âmbito do ciclo de palestras "Eleições na América Latina", o assessor de política externa da Presidência da República...

O CEBRI recebeu, em 21 de março de 2006, no âmbito do ciclo de palestras "Eleições na América Latina", o assessor de política externa da Presidência da República, diplomata e especialista em Bolívia, Pedro Miguel da Costa e Silva, e o ex-presidente da Petrobrás na Bolívia, Décio Fabrício Oddone da Costa, para a mesa - redonda intitulada "O Novo Governo Boliviano: implicações para as relações bilaterais na área energética".

O Embaixador José Botafogo Gonçalves fez uma introdução sobre as mudanças políticas da América do Sul e a dificuldade de se estabelecer uma divisão ideológica de esquerda ou direta entre os países do continente. O Embaixador enfatizou a importância dos investimentos brasileiros na Bolívia para a política energética do Brasil e da América do Sul.

O Diplomata Pedro Miguel da Costa e Silva apresentou um quadro geral da historia política boliviana e da jornada que levou Evo Morales à presidência. Pedro Miguel ressaltou a importância do gás no quadro político-social boliviano, principalmente após as diversas crises sociais que eclodiram a partir da proibição do plantio da coca. Sobretudo porque a população não se considerava usufruindo dos benefícios advindos da exploração do gás. Dentre as conseqüências das crises, destacou o surgimento de movimentos sociais que passaram a ter uma participação mais efetiva na política boliviana, culminando na chegada de um de seus líderes, Evo Morales, à Presidência da Republica.

Décio Oddone apresentou um histórico da presença brasileira na Bolívia, por meio da exploração de gás, e destacou a relevância dos investimentos, que representam porcentagem significativa do PIB Boliviano. Décio Oddone apontou as dificuldades encontradas pela Petrobrás na extração do gás boliviano, em especial após a venda da empresa estatal daquele país para empresas multinacionais, que causam uma série de contratempos à empresa brasileira. Acredita que com a eleição de Evo Morales, um novo quadro político surge na Bolívia, e novos desafios serão apresentados à Petrobrás, até que se estabeleça uma nova "paz política" com o país.



Centro Brasileiro de Relações Internacionais