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Lançamento de livro e da nova sede do CEBRI

01/12/2005

No dia 01 de dezembro de 2005, o CEBRI realizou o primeiro evento no formato de lançamento de livro seguido de debate com os autores.

No dia 01 de dezembro de 2005, o CEBRI realizou o primeiro evento no formato de lançamento de livro seguido de debate com os autores. Na ocasião, também se inaugurou oficialmente a nova sede do CEBRI, com um coquetel para os conselheiros e amigos presentes.

O livro, coordenado por Paulo Roberto de Almeida e Rubens Barbosa, intitulado "Relações entre o Brasil e os Estados Unidos", analisa, histórica e tematicamente, o conjunto das relações bilaterais (diplomáticas, econômicas e comerciais), e percorre o itinerário dessas relações nos últimos anos, com destaque para a agenda atual de negociações em torno de uma área hemisférica de livre comércio. Segundo os autores, a idéia inicial era realizar uma pesquisa sobre a visão que os norte-americanos tinham acerca do Brasil. Como os resultados não revelaram grandes surpresas, pois a percepção que os americanos têm do nosso país é, sem duvida, muito restrita, isto motivou os autores a organizarem um seminário buscando obter maior visibilidade ao Brasil. Dessa foram, em 2003, às vésperas da visita do presidente Lula aos EUA, reuniram-se em Washington estudiosos das relações bilaterais, antigos e novos responsáveis diplomáticos pela administração dos laços políticos e econômicos entre os dois países.

As relações bilaterais sofreram grandes mudanças nos últimos cinco anos, devido a um conjunto de fatores que merecem ser mencionados. Em primeiro lugar, a tragédia do 11 de setembro e a Guerra do Iraque fizeram com que os Estados se vissem obrigados a modificar sua visão sobre o mundo. Por outro lado, pode-se dizer que a política externa do Governo Bush também representou uma mudança significativa no padrão das relações entre os dois países. Os Estados Unidos têm visto o presidente Lula como um líder da esquerda democrática e isso fortalece as relações bilaterais. A única área de atrito é a comercial, a qual não prejudica de modo algum as relações políticas, diplomáticas ou de outra natureza.

O Brasil deve estar ciente que os Estados Unidos ainda não o vê como um país prioritário, ainda que visualize de forma cada vez mais clara sua importância no cenário mundial. O Brasil é visto como o interlocutor da América do Sul. Por outro lado, sabe-se também que algumas questões delicadas como as ligadas à agricultura geram controvérsias internas.

Alguns americanos acreditam que num prazo de 15 anos o Brasil poderá ocupar um lugar de destaque no cenário econômico mundial. Se esta avaliação é realista, e considerando o quadro político-econômico brasileiro, deve-se refletir sobre o que precisa ser feito para que se chegue ao patamar desejado.



Centro Brasileiro de Relações Internacionais