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Diálogo Estratégico GIBSA

16/12/2014

Em 2007, o CEBRI, em parceria com o Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança (SWP), com o Instituto Indiano de Estudos sobre Paz e Conflitos (IPCS), e com o Instituto Sul Africano de Estudos de Segurança (ISS), lançou o Diálogo Estratégico GIBSA. O fórum busca facilitar as trocas de ideias entre esses países, levando em consideração suas respectivas percepções e análises das relações internacionais, bem como de questões regionais. Seu principal objetivo é encorajar a cooperação através da identificação de posições e ideias comuns, e também de interesses mútuos.

Os assuntos discutidos no Diálogo Estratégico GIBSA abrangem uma ampla gama de problemáticas, tais quais questões de segurança internacional, políticas climáticas e energéticas, assim como políticas internacionais para o comércio e economia.

Brasil, Alemanha, Índia e África do Sul têm repetidamente sido descritos como potências regionais, países-âncora e definidores de agenda em suas respectivas regiões. Ademais, já em 2003 os três países parceiros Brasil, Índia e África do Sul, estabeleceram uma iniciativa sul-sul denominada "IBSA". Desde então, o fórum trilateral tem tido um papel importante na comunicação dos interesses de países emergentes e em desenvolvimento nas negociações internacionais, como por exemplo, nas rodadas de negociação da OMC ou no Conselho de Direitos Humanos. O "Processo de Heiligendamm" do G8, iniciado, dentre outros, pelo governo da Alemanha em 2007, foi uma das primeiras tentativas de refletir as mudanças do cenário político internacional, culminando no estabelecimento do G20 como uma instituição definidora de agenda. Ao mesmo tempo em que os poderes "antigos" não perderam sua importância, a grande quantidade de problemas globais, que vão de mudança do clima até ataques cibernéticos, de crises da dívida a desastres naturais, não pode ser resolvida sem a participação das novas potências emergentes.

As agendas individuais dos quatro países do GIBSA relativas a essas questões não são homogêneas. Porém, há uma lista de critérios, objetivos e interesses comuns que eles compartilham. Todos os países do GIBSA são democráticos, mas não são exportadores agressivos de seus respectivos modelos de democracia a outros. Eles são multilateralistas, envolvem-se em parcerias público-privadas em seus Estados, são a favor da liberdade de navegação e, em geral, apoiam o livre comércio. Apesar de claramente terem perspectivas muito diferentes sobre a questão, sendo a Índia uma potência nuclear de fato e os outros não, todos os quatro membros do GIBSA apoiam a não proliferação e, geralmente, preferem meios diplomáticos aos militares e a manutenção da paz sobre a imposição da paz militar. Ademais, os quatro países são envolvidos no processo de ampliação da integração regional nas suas respectivas regiões, e têm interesse no desenvolvimento dos mercados emergentes.

Desde sua criação em 2007, as conferências do Diálogo Estratégico GIBSA têm acontecido uma vez por ano. Tendo se iniciado em Berlim, em 2007, as conferências seguintes foram sediadas no Rio de Janeiro (2008), Johanesburgo (2009), Nova Déli (2010), Berlim (2011), Rio de Janeiro (2012), Pretoria (2013) e Nova Déli (2014).

 

Projetos Parceiros e Financiamento
A reunião de 2011 em Berlim foi patrocinada pelo German Federal Foreign Office. Desde 2012, o Hanns Seidel-Stiftung apoia o Diálogo Estratégico GIBSA como um projeto parceiro.

 

Diálogo Estratégico GIBSA em Berlim, 18 e 19 de maio de 2011
Uma vez que todos os quatro países do GIBSA eram membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU em 2011, a conferência, neste ano, centrou-se nas oportunidades e nos desafios dessa formação. O diálogo discutiu a relevância e a importância do Conselho de Segurança da ONU no Século XXI. Representantes do SWP e de suas organizações parceiras compareceram à conferência, juntamente com convidados de instituições políticas, industriais e de pesquisa, assim como de organizações políticas.

Relatório do Diálogo Estratégico GIBSA, realizado em Berlim, aqui.

 

Diálogo Estratégico GIBSA no Rio de Janeiro, 26 e 27 de junho de 2012

O Brasil sediou a sexta conferência anual do Diálogo em 2012. Como a Rio +20 foi realizada também no Brasil, em junho de 2012, o foco principal da conferência do GIBSA foi direcionado às políticas climáticas e energéticas internacionais. Foi discutida pelos participantes, ainda, a importância da América do Sul para a arquitetura da segurança global. Além dos pesquisadores dos institutos parceiros do GIBSA, compareceram à conferência especialistas econômicos, e especialistas em política, ciência, e de fundações políticas.

Relatório do Diálogo Estratégico GIBSA, realizado no Rio de Janeiro, aqui.

 

Diálogo Estratégico GIBSA em Pretoria, de 24 a 26 de abril de 2013

Em 2013 o encontro do Diálogo Estratégico GIBSA aconteceu em Pretoria, na África do Sul, e discutiu a criação de redes contra o crime transnacional e contra o terrorismo. As sessões discutiram financiamento de terrorismo, lavagem de dinheiro, experiências regionais e a capacidade estatal para agir contra o crime organizado, e respostas globais às ameaças transnacionais. Além dos membros dos institutos parceiros do GIBSA, a conferência contou com a presença de diversos professores, pesquisadores e especialistas de universidades e instituições de diferentes partes do mundo.

Relatório do Diálogo Estratégico GIBSA, realizado em Pretoria, aqui.

 

Diálogo Estratégico GIBSA em Nova Déli, 3 e 4 de março de 2014

O encontro de 2014 foi sediado pelo IPCS e aconteceu em Nova Déli, Índia, nos dias 3 e 4 de março. O evento foi estruturado em torno de quatro sessões que abordaram temas de grande importância para o país anfitrião: segurança regional, na sessão “Beyond Afghanistan, Pakistan and Iran: Regional Security”; segurança marítima, durante a sessão “Maritime Security and the Protection of Sea Lanes of Communication”; economia global com a sessão “Global Economy: Addressing the Challenges”; e as expectativas para o futuro do diálogo GIBSA e de seus países membros. Representantes dos institutos parceiros do GIBSA foram acompanhados na discussão por especialistas em segurança e economia de diversas instituições internacionais.

Relatório do Diálogo Estratégico GIBSA, realizado em Nova Déli, aqui.



Centro Brasileiro de Relações Internacionais