Version EnglishENGLISH VERSION

Conferência sobre Segurança Internacional

03/11/2005

O CEBRI, a Fundação Konrad Adenauer (KAS), o Centro de Estudos das Américas (CEAs) e a Sciences Po realizaram nos dias 3 e 4 de novembro a II Conferência do Forte Copacabana intitulada "Segurança Internacional: políticas públicas e cooperação - Diálogo Europa-América do Sul".


O CEBRI, a Fundação Konrad Adenauer (KAS), o Centro de Estudos das Américas (CEAs) e a Sciences Po realizaram nos dias 3 e 4 de novembro a II Conferência do Forte Copacabana intitulada "Segurança Internacional: políticas públicas e cooperação - Diálogo Europa-América do Sul". O evento teve início com um almoço-palestra durante o qual Jaime Ravinet, Ministro da Defesa do Chile, pronunciou o discurso de abertura. A Conferência foi dividida em seis painéis de trabalho, em cada um dos quais apresentaram-se a visão européia e a sul-americana.

1o. Painel: Operações de Paz e critérios para a utilização da força no contexto da reforma da ONU. Béatrice Poligny, Centro de Pesquisas e Estudos Internacionais (CERI), Paris, apresentou a visão européia. A visão sul-americana foi apresentada por Raúl Benitez Manaut, do Centro de Pesquisas Interdisciplinares em Ciências e Humanidades, UNAM, Cidade do México.

2o. Painel: Estratégias para a construção de uma política de segurança regional comum. Dusan Chrenek, Unidade de Assuntos da Política Externa do Secretário-Geral do Conselho da União Européia, Bruxelas, referiu-se à visão européia com o trabalho "European Security Strategy: Ambitions and Implementations". Chrenek indicou que o dinâmico no ambiente de segurança requer atualmente respostas ágeis e multifacetadas e que a UE está preparada. A Estratégia de Segurança e a Política Européia de Segurança e Defesa constituiriam os instrumentos para essas respostas. Fábian Calle, Conselho Argentino de Relações Internacionais, Buenos Aires, por meio do trabalho "La agenda de Seguridad em el Mercosur: la hora dela seguridad ciudadana y las amenazas transnacionales como claves de la cooperación?", abordou os temas: o peso da segurança cidadã e as ameaças transnacionais; a política de defesa do Brasil; Paraguay na geopolítica pós 11/09; e pós-consolidação de Chávez. Calle visualiza um mundo no qual será constante a ambição de alguns Estados sobre o território e os recursos naturais de outros. Para prevenção contra estas ameaças o setor de Defesa Nacional desses Estados deverá contar com adequados níveis de recursos humanos, econômicos, tecnológicos e bélicos.

3o. Painel: Desarmamento e luta contra a proliferação nuclear: como lidar com o Irã e a Coréia do Norte? Ruprecht Polenz, Deputado Federal da República Federal Alemã, apresentou a visão européia e Renato Carlos Sersali di Cerisano, Diretor do Departamento de Segurança Internacional, Assuntos Nucleares e Espaciais, do Ministério das Relações Exteriores argentino, a sul-americana com o trabalho "Disarmament and fight against nuclear proliferation: how to deal with Iran and North Korea?". Cerisano conclui que é necessário fazer com que o Irã e a Coréia do Norte não constituam uma ameaça para a segurança internacional. Para isto deve-se, entre outro elementos, estabelecer um acordo para o desenvolvimento de aplicações pacíficas da energia nuclear sem aquisição e operação das capacidades de enriquecimento de urânio e separação de plutônio; em troca seria proporcionado o acesso ao suprimento de combustível nuclear e aos amplos benefícios das aplicações da energia nuclear. O trabalho sugere o enfoque Brasil-Argentina na política de não-proliferação nuclear como uma possibilidade para o estabelecimento de uma política de salvaguardas na Península Coreana.

4o. Painel: Segurança Energética: desafios regionais e globais. Fátima Passos, Gerente do departamento de Estratégia Internacional, Petrobrás, Rio de Janeiro e Christophe-Alexandre Paillard, Diretoria de Assuntos estratégicos, Ministério da Defesa, Paris, apresentaram, respectivamente as visões sul-americana e européia.

5o. Painel: Indústria aeroespacial e Indústria de armamentos: cooperação regional e inter-regional. Xavier Pasco, Fundação para a Pesquisa Estratégica (FRS), Paris, apresentou a visão européia e a sul-americana foi apresentada por Luis Fernandes, Secretário-executivo, Ministério da Ciência e Tecnologia, Brasília.

6o. Painel: Responsabilidades européias e sul-americanas no sistema internacional de segurança. Álvaro Vasconcelos, Diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI), Lisboa, apresentou a visão européia com o trabalho "Os caminhos do multilateralismo activo". O autor indicou que os instrumentos para a implementação de um multilateralismo ativo entre a América Latina e a Europa é a cooperação bilateral entre os Estados das duas regiões e a articulação desta cooperação com o quadro normativo das Cúpulas bi-regionais. Por outro lado, ações como o grupo de amigos da Venezuela devem ser privilegiadas como exemplos de um multilateralismo ativo. Alfredo Valladão, Diretor da Cátedra Mercosul da Sciences-Po, Paris, apresentou a visão sul-americana do painel.

A Conferência foi encerrada com uma sessão sob o título "Elementos para o incremento de cooperação entre a América do sul e a União Européia em matéria e Segurança e Defesa", na qual falaram os representantes das quatro instituições organizadoras, José Botafogo Gonçalves, William Hofmeister, Clovis Brigagão e Alfredo Valladão.



Centro Brasileiro de Relações Internacionais