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Conferência em Washington discute a postura de países emergentes na ordem nuclear global

26/04/2013

Em evidência devido ao impasse em torno do programa nuclear do Irã e das ameaças proferidas pela Coréia do Norte, o regime de não-proliferação nuclear é tema frequente de debates internacionais. Todavia, há também outras questões importantes que precisam ser examinadas nesse contexto, como a participação dos países emergentes na ordem nuclear global e a postura destes com relação às normas de não-proliferação e desarmamento.
 
Nesse sentido, a 15ª edição da Conferência sobre Política Nuclear, realizada no começo de Abril, pelo Carnegie Endownment for International Peace, em Washington, D.C., destacou-se por incluir em seu programa um painel que abordava a possibilidade de uma agenda nuclear comum aos países emergentes. Em tal ocasião, foi possível analisar demandas de países que - como o Brasil - não fizeram parte do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) desde o início, mas que hoje pleiteiam um espaço maior de atuação dentro do regime e até mesmo contestam práticas dos países nuclearmente armados quando estas refletem a aplicação seletiva das normas de não-proliferação. 
 
A Coordenadora de Projetos do CEBRI, Renata H. Dalaqua, esteve presente na conferência, que congregou centenas de especialistas, provenientes de 46 países. Considerado um dos encontros mais importantes na área de controle de armas e desarmamento, o evento contou com palestras e apresentações de Yukiya Amano, Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA); Carl Bildt, Ministro das Relações Exteriores da Suécia; Rose Gottemoeller, Secretária-assistente do Departamento de Estado para verificação e compliance; Embaixador Antônio Guerreiro, representante do Brasil na Conferência de Desarmamento. 
 
Conteúdos de áudio e vídeo do evento podem ser acessados no site da conferência.


Centro Brasileiro de Relações Internacionais